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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fissura anal


A fissura anal tem duas apresentações, a aguda que surge repentinamente e a crônica que persiste por mais de 30 dias. Habitualmente causada pela alteração súbita do hábito intestinal seja um quadro de constipação que acaba por machucar a região anal no ato evacuatório ou então por um quadro diarreico profuso que devido a inúmeras exonerações acaba por lesar a região anal. Normalmente ocorre na parte posterior do ânus (pois é região pouco vascularizada) e persiste pois a passagem diária das fezes não permite a cicatrização do local, uma vez que é ferida dolorosa e leva a contração involuntárias dos musculos locais tornando o ato evacuatório mais dificil e doloroso.

O tratamento é frequentemente clínico através de regularização do hábito intestinal, cuidados locais e medicamentos para os sintomas. Dificilmente procedemos a esfinterotomia que é o tratamento cirúrgico inicial, mas que pode ser necessário. Eventualmente pode-se ter que recorrer a uma rotação de retalho para cobrir a zona afetada.

Sintomas mais frequentes são ardor e sangramento vivo.

A fissura pode, devido o ciclo vicioso cronificar até que o tratamento adequado seja insituído, porém com o passar do tempo pode haver a formação de plicoma e papila anal hipertrófica.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Constipação Intestinal

Extremamente prevalente na modernidade, principalmente na população feminina, causa transtornos e aumenta a procura por serviços de saúde de forma relevante, desde a tenra infância até idade avançada. Apesar da experiência clínica mostrar que 80% dos casos se devem a erros de natureza alimentar, devemos estar atentos ás doenças que podem causar alterações do hábito intestinal ou mesmo o uso indiscriminado de medicações, fórmulas ou mesmo chás e compostos naturais que utilizados sem critérios podem trazer sérios prejuízos a saúde do indivíduo.
Atualmente há um conceito de que sofre de constipação aquele paciente que tem menos que 1 episódio de exoneração a cada intervalo de 3 dias, ou aquele que no ato evacuatório tenha que fazer muito esforço e as fezes saem com consistência endurecida e de forma dolorosa. Independente dos números apresentados, é aquele paciente que tem dificuldade para evacuar ou o faz de maneira incompleta.
Inúmeras causas podem estar envolvidas na origem da doença e as vezes estão presentes mais de uma delas e é papel do médico especialista investigar e tratar ou atenuar os efeitos intestinais para que o paciente tenha uma vida o mais próximo do normal.
Essa investigação e tratamento podem levar meses até que sejam definidos os diagnósticos e seja estabelecido um tratamento adaptado para cada tipo de paciente.